Muitas pessoas ficam preocupadas quando eu digo que não pertenço a nenhuma igreja. Explico melhor: eu não pertenço a nenhuma DENOMINAÇÃO. Pertenço, sim, à Igreja de Deus aqui na Terra (a mesma que será arrebatada): o corpo de Cristo, onde devo funcionar de acordo com o plano que Ele mesmo elaborou, e que o Espírito Santo está implantando em mim, segundo Romanos, capítulo 8. Entretanto esse é um outro assunto.
Uma pessoa me perguntou uma vez, na
faculdade onde
leciono: 'Se você não
freqüenta uma igreja,
como você faz para pagar os dízimos?' Após alguma conversa com esta
pessoa, ela me falou do medo que ela tinha de 'não ir para o céu'
(perder a salvação) caso não pagasse o dízimo, conforme tinham ensinado
a ela.
Infelizmente, parece que grande parte das pessoas acreditam que, se não cumprirem determinadas tarefas para Deus, perderão a salvação. E se as cumprirem, passam a 'merecer' algumas bênçãos, como a salvação. Acreditam que, se não se esforçarem para agradar a Deus, cumprindo as ordenanças da lei de Moisés, estarão se afastando dEle. Porém, ao contrário do que imaginam, é justamente por agirem desta forma, por se apoiarem em seus esforços (ou por acharem que, 'por merecimento', chegam a usufruir de algumas bênçãos), é que elas estão se afastando de Deus.
Quando Adão morreu para Deus, todos nós
morremos
(espiritualmente)
também, porque somos
sua descendência. Afinal, um morto não pode dar à luz, vivos. E, uma
vez mortos, espiritualmente, não tínhamos como nos relacionar
com Deus, porque Ele é Espírito, segundo nos ensinou Jesus:
"Deus é
Espírito, e importa que os que o adoram o adorem em espírito e
em verdade" - João 4:24.
Só podemos nos relacionar com Deus, em
espírito. Paulo mesmo disse que coisas materiais, confrontamos com
coisas materiais e coisas
espirituais com espirituais. Deus se comunica conosco em nosso espírito
humano, não com nossa alma (pensamentos, vontades, sentimentos,
emoções) ou com nosso corpo - ainda que essa comunicação espiritual
tenha reflexos no corpo e na alma.
Em sua infinita misericórdia,
Deus havia planejado uma forma
de fazer com que o homem voltasse a se relacionar com Ele. E a
finalização deste plano seria através do sacrifício de Jesus. Enquanto
esse sacrifício não acontecia,
Deus se relacionava com o homem através da Lei de Moisés e dos
profetas.
Por isso se diz que a lei era o nosso aio (guia). Ela era uma espécie
de solução provisória que nos guiaria por um tempo.
Deus não podia conversar diretamente com
o homem
porque este estava morto (espiritualmente) para Ele. Para andar
segundo a vontade do Pai, bastava que o homem lêsse o que estava
escrito na Lei e fizesse
conforme ordenado ali. Aquele registro era a voz de Deus para
os homens. Um conjunto de normas ditadas, diretamente pelo Altíssimo,
para
que todos andassem segundo a vontade dEle. E nenhum homem conseguia
cumprir
toda a Lei, por isso ela era
cheia de sacrifícios de animais: para expiação dos pecados cometidos
(descumprimento de algum mandamento de Deus). Ninguém havia conseguido
cumprir toda a
lei até que Jesus veio
e fez isso em nosso lugar. Jesus fez o
que nós não poderíamos ter feito. Estávamos mortos para Deus. E Jesus
morreu em nosso lugar para nos resgatar, e ressuscitou para nos dar a
Vida. Entrou em nossa condição (de
mortos) e ressuscitou, vencendo a morte que nos prendia. E, quando Ele
fez isso, nos deu a chance de vencer a morte com Ele, bastando, para
isso, crermos que Ele, o Filho unigênito, cumpriu o plano de resgate e
Vida,
elaborado pelo Altíssimo. A única coisa que Deus espera de nós, agora,
é
que nós creiamos em tudo que Jesus (a Palavra) é, de fato.
Jesus, a Palavra
Veja o diálogo entre Jesus e alguém que o
seguia e que
queria 'fazer coisas' para Deus:
O profeta Malaquias diz,
no capítulo 3, no verso 8:
Podemos observar que se
fala em 'dízimos' no verso acima. Mas... que 'dízimos'? Será que são os
mesmos dízimos estabelecidos por Moisés, como, por exemplo, em
Levítico, capítulo 27, verso
30? Será que, então, vivemos, em parte, na antiga aliança, onde ainda
temos
algumas obrigações para cumprir com Deus? Bem, sabemos que não devemos
cumprir
a lei em parte, pois Paulo disse:
"Todos
aqueles, pois, que são das obras da
lei estão debaixo da maldição; porque está escrito: Maldito todo
aquele que não permanecer em todas
as
coisas que estão
escritas no livro da lei, para
fazê-las."
- Gálatas 3:10.
Me parece que nós temos
uma grande dificuldade de aceitar o fato de que não
precisamos fazer nada para viver no Reino de Deus. Aliás, existe essa
dificuldade por acharmos que Deus nos recompensa por 'merecimento'. Ou
seja, se formos bons (moralmente falando), teremos benefícios de Deus,
se
formos maus, teremos castigos de Deus. Mais adiante, citamos o caso do
ladrão que foi crucificado ao lado de Jesus. Será que ele 'merecia'
estar com Jesus no paraíso, conforme o Mestre prometeu? Sabemos que ele
não tinha sido bom, pois era ladrão. E, mesmo assim, estaria com Jesus
no paraíso. Então não pode existir 'merecimento'.
Corre por aí um dito,
falso,
de que estaria escrito, em algum lugar da Bíblia,
algo como: 'faça da tua parte, que da minha eu farei'. Não existe essa
afirmação na Palavra. Mas muita gente parece se sentir bem por estar
'colaborando' de alguma forma com o que Deus supostamente espera que
façam (ir ao culto aos domingos, pagar dízimos, fazer campanhas, jejuns
coletivos etc). E, para
ficar mais completo ou espiritual, encontram respaldo para coisas em
partes
da lei de Moisés.
Observe que, se alguém
quiser ser justo diante de Deus pelo cumprimento da lei, uma parte
pequena dela que seja, como o dízimo, está obrigado a
cumprir TODA A LEI. Isto está
destacado no versículo citado (Gálatas 3:10), onde se diz que estará
debaixo de maldição aquela pessoa que, querendo se fazer 'merecedora'
por meio da lei de Moisés, "não
permanecer em TODAS as coisas
que estão escritas". Muitos de nós já tivemos a oportunidade
de ler o antigo testamento e sabemos que existem tantas normas a serem
cumpridas na lei de Moisés que é realmente impossível alguém cumpri-la
por inteiro, sem falhar em nenhum ponto. Sei que alguém vai me dizer
que até Jesus ensinou sobre o dízimo. Mas vamos tratar disso depois.
Felizmente Deus não quis
nos salvar através da lei. Ela era apenas uma sombra do que Jesus
seria. Mesmo as pessoas que viveram na época da
lei de Moisés, foram salvas por Jesus Cristo, isto é, pela certeza de
que, um dia,
viria o Cristo habitar entre nós, trazendo o reino de Deus. Observe:
"Todos estes (os antigos) morreram na fé, sem terem
recebido as promessas; mas vendo-as
de longe, e crendo-as e abraçando-as, confessaram que eram
estrangeiros e peregrinos na terra." - Hebreus 11:13.
Eu imagino que muitos,
dos que viveram antes de Cristo, duvidaram da promessa (assim como
hoje), talvez porque ela estivesse demorando (segundo o tempo que eles
imaginavam), ou talvez por algum outro motivo. Mas, ao contrário,
também alguns creram nela. E
esses, que tiveram fé, foram salvos por crerem na promessa do Cristo
que havia de vir.
Apenas por crerem nesta Palavra, que se realizaria muitos anos após
terem morrido. E foram salvos porque preferiram crer no que Deus estava
lhes dizendo, ao invés de crer naquilo que viam com seus próprios
olhos. E isso foi a
salvação deles.
Jesus é, de fato, nossa
única condição para viver no Reino de Deus. Quando o carcereiro, que
vigiava a prisão onde estavam
Paulo e Silas, perguntou o que deveria fazer para ser salvo
(viver no Reino de Deus), a resposta que ele obteve foi: "(...) Crê
no Senhor Jesus Cristo e serás salvo,
tu e a tua casa." (Atos 16:31). A salvação só tem uma condição:
crer. Nós não devemos pensar em completar essa condição com outras
coisas mais, como atos de caridade, por exemplo. Atos de caridade são
obras
louváveis, mas não tem valor nenhum para a ressureição espiritual do
homem. São obras da carne, que deixam a alma mais tranqüila, com
sensação de 'estar sendo bom e útil', mas não dão a salvação, nem tiram
a
salvação de ninguém. Na verdade, um coração cheio de amor pelos outros
é também uma conseqüência do 'crer em Jesus', mas não é uma condição
que determina a salvação. Quando a pessoa nasce do Espírito, as
mudanças que são realizadas dentro dela, dia após dia, com certeza a
levarão a ter amor por todas as pessoas. Mas isso vem de dentro para
fora. Eu conheço pessoas muito caridosas mas que não tem nenhum contato
com Deus. Tudo que fazem é função da criação que receberam ou do que
consideram moralmente correto. São obras vãs. Louváveis, mas vãs. Jesus
mesmo disse:
"Pois que aproveita ao homem ganhar o mundo
inteiro, se perder a sua alma? Ou que
dará o homem em recompensa da sua alma?" - João 16:26.
Jesus explica aqui que
não adianta fazermos coisas que, aos homens parecem ser boas. Ao fazer
coisas boas aos olhos dos homens, estamos ganhando o mundo. Mas e a
nossa alma (aqui tem o sentido de espírito)? Na continuação do
versículo ele repete a pergunta de uma outra forma: "que dará o homem em recompensa da sua alma
(espírito)?". O que dará o homem? Caridade? Jejuns coletivos?
Atos que o
glorifiquem diante dos homens? Que provem, diante de Deus, ser ele
merecedor do reino dos Céus? Tudo isso é ganhar o mundo. E perder a
alma.
Jesus nos disse o que deveríamos fazer. Por que essa mania de não fazer
apenas o que Deus mandou, que é muito mais fácil?
Devemos nos lembrar o que
Jesus disse para o ladrão crucificado ao lado dele, quando aquele o
pediu
para ser lembrado depois que morresse: "(...) Em verdade te digo que hoje estarás comigo
no Paraíso." (Lucas 23:43). E sabe por que Jesus disse isso?
Porque aquele ladrão
havia acabado de confessar que Jesus era Senhor (Deus, que manda no céu
e na terra): "(...) Senhor,
lembra-te de mim quando entrares no teu
reino" (Lucas 23:42).
Em contraste com aqueles
que pensam que devem fazer algo além de crer, existem aqueles que acham
que a obra de Deus acaba quando são salvos. 'Crer' em Jesus significa
crer em
muitas promessas, feitas por Deus, que se concretizariam quando ele
viesse. Promessas de saúde, de sustento, de perdão, de ânimo, de paz,
enfim... de prosperidade. 'Crer' em Jesus engloba crer em tudo isso. E
'crer' significa 'viver de acordo'. Assim, exatamente da mesma maneira
como nós cremos que Ele é o
nosso salvador e, por isso, vamos habitar com Ele no paraíso,
independente do que aconteça aqui, devemos também crer que temos saúde,
sustento, perdão etc. Independente do que aconteça aqui. Ou alguém acha
que perderá a salvação se tiver problemas? Da mesma forma, não perderá
a saúde (mesmo que, momentaneamente, sintomas de alguma enfermidade
apareçam) nem o sustento
(mesmo que, momentanemanete, pareça não ter recursos) etc. Parece-me
que temos uma fé bem operante para crer que somos salvos. Mas não temos
essa mesma fé operante para
crer que somos sarados de tudo, por exemplo. A fé, nós temos, é dom de
Deus, só que
deveríamos
desenvolvê-la e aprender a usá-la da mesma forma para qualquer situação.
Para sermos salvos (viver
no
Reino de Deus), basta-nos crer. E mais nada.
Se alguém acha que
tem a obrigação de pagar o dízimo do seu salário, também deveria achar
que tem a
obrigação de realizar os holocaustos e sacrifícios (Deuteronômio
12:11) e ainda dar o dízimo de tudo quanto ganhar, segundo
Deuteronômio 14:22 (dízimo de suas roupas, seu carro, seus presentes de
aniversário...), celebrar as festas, se circuncidar etc. Já se imaginou
tendo que sacrificar, ao Senhor, o primogênito de todo o seu
rebanho? Não vou entrar
em detalhes,
mas vou dizer que são
muitas as coisas que a lei ordena. Não basta apenas cumprir a lei do
dízimo. Aqueles que esperam obter a salvação através das obras da lei,
tem que cumprir TODA a lei de
Moisés, ou estará debaixo de maldição.
Alguns Judeus, da época
de Paulo, que haviam se convertido, estavam modificando sutilmente o
Evangelho,
dizendo que os gentios que se convertessem deveriam se
circuncidar. Você acha isso um absurdo, porque é uma ordenaça antiga da
lei de
Moisés, que não existe mais no Evangelho? Pois eu digo que hoje, nos
tempos em que vivemos, existe muita
gente pregando que aqueles que se convertem devem pagar o dízimo de seu
salário à igreja que freqüentam. Veja o que diz o apóstolo:
Note que a responsabilidade é "de todo homem, que se deixa circuncidar". A responsabilidade por andar na nova aliança é sua. Se você resolver andar na velha aliança, também terá inteira responsabilidade por isso. Quem escolhe como vai andar, se na morte da lei de Moisés, ou na Vida da lei de Jesus, é você. Você é livre para escolher. Quem nos submete à escravidão de sistemas que nos obrigam a andar em obras da lei, somos nós mesmos. Não adianta dizer 'mas faz parte das normas da igreja que eu freqüento, pagar os dízimos'. Quem escolheu estar ali, de acordo com as normas deles (não de Deus) foi você. E você é quem está optando por continuar ali. Não diga que esses dízimos foram impostos por Deus (como te ensinaram) e não culpe o sistema religioso em que você se encontra, porque ninguém, nem mesmo Deus, te obrigou a estar ali. Talvez algumas pessoas tenham sido pressionadas (pelos amigos ou pela família) para estarem ali, naquele 'sistema religioso', cumprindo as normas daquele lugar, mas tinham toda a liberdade de dizer 'não'. É mais importante fazer o que Deus manda, do que fazer o que os homens mandam. Não faça as coisas porque disseram para você fazer. Pergunte a Deus, e Ele, com certeza, te dirá o que fazer, através da sua Palavra. Meditar a Palavra de Deus leva tempo, mas é importante para que Deus possa nos ensinar. Peça a Ele sabedoria. Veja o que está escrito:
"(...) Julgai vós se é justo, diante de Deus, ouvir-vos antes a vós do que a Deus" - Atos 4:19.
"E a unção que vós recebestes dele, fica em
vós, e não tendes necessidade de que alguém vos ensine; mas, como a sua unção vos ensina todas as coisas,
e é verdadeira, e não é mentira, como ela vos ensinou, assim nele
permanecereis." - 1 João 2:27.
Muita gente vive
agradando a homens e contrariando a Deus. Como contrariando?
Simplesmente deixando de ouvir (desprezando) a direção que Ele dá
através do Espírito Santo. Deixando de se servir da mesa que Ele nos
oferece. A maioria das pessoas pensa que Deus não quer nos abençoar em
certas áreas, ou não se importa com isso. Ou mesmo se cansam de esperar
por uma cura, ou uma restauração financeira, ou familiar... e por isso
julgam que
não era a vontade de Deus abençoá-las naquele ponto. Adaptam a Palavra
de Deus às suas vidas, ao invés de deixar o Espírito Santo tornar as
suas vidas conforme a
Palavra. Toda vez que
ignoramos o que Deus nos oferece, ou seja, toda vez que não conseguimos
nos servir
da sua mesa e desistimos de chegar à vitória, por achar que 'crer,
somente', não está adiantando,
desonramos o
nosso Deus, como diz o profeta Malaquias:
"Mas vós o profanais (o nome de Deus), quando dizeis: A mesa do SENHOR é
impura, e o que nela se oferece, isto é, a sua comida é desprezível."
- Malaquias 1:12.
É melhor crer no que Deus
diz. Se você escolher ouvir o que a maioria dos homens dizem, pagando o
dízimo, segundo a lei, você se colocará na obrigação de cumprir TODA A
LEI. O dízimo não é uma norma imposta por Deus
para nós, que vivemos na nova aliança. Se você pensa assim, está
obrigado a guardar toda a
lei. Caso contrário você estará sob maldição. É impossível
viver, ao mesmo tempo, na lei de Moisés, e na lei da liberdade de
Cristo.
Por acaso algum de nós
foi salvo por pagar o dízimo? Ou por fazer holocaustos? Ou por se
circuncidar? Por acaso Deus
se comporta de um jeito, no momento em que você é salvo (dando isso de
graça para você), e depois resolve cobrar alguma coisa para 'manter a
sua condição de abençoado'? Somos salvos sob o
regime da lei? Veja o que diz o apóstolo:
"Só quisera saber isto de vós: recebestes o Espírito pelas obras da lei ou pela pregação da fé? Sois vós tão insensatos que, tendo começado no Espírito, acabeis agora na carne" - Gálatas 3:2,3.
É possível que muitos de
nós não
entendamos completamente a seriedade do alerta acima, por não estarmos
tendo um relacionamento real com Deus. Não temos tido uma vida
direcionada pelo Espírito, como seria o correto. Na época em que foi
escrita a carta aos Gálatas, a ação do
Espírito Santo na vida dos cristãos era tão real, tão concreta, que
Paulo pôde usar isso como argumento daquilo que falava. Eles haviam
recebido o Espírito Santo e experimentavam
o poder dEle em suas vidas em todo instante!
Quando ouvimos
falar do Espírito Santo hoje, nas igrejas, Ele lembra,
muito mais uma energia boa. Não quero dizer, com isso, que estejam
ensinando que o Espírito Santo é uma energia (ainda que exista esse
tipo de ensino absurdo em alguns lugares). Ensinam, de maneira
geral, corretamente, que Ele é uma pessoa, não uma energia. O problema
é que nos ensinam e nos apresentam um Espírito Santo tão apático e sem
finalidade prática que Ele acaba se parecendo com uma influência
positiva apenas. Grande parte dos cristãos que possuem o Espírito
Santo, 'usam os serviços' dEle da mesma forma que usariam um amuleto de
boa
sorte (Jesus deixou claro que o Espírito Santo nos revelaria o pecado,
a Justiça e o Juízo - isso é diferente de ser um 'amuleto de boa
sorte'). É inadmissível termos Deus, o Espírito Santo, habitando dentro
de nós e, na
maioria das vezes, não sabermos o que
fazer para que todo esse poder seja colocado para operar em nosso favor.
É muito importante ter
consciência de que Deus é um Deus de poder (que promove mudanças
reais em nós), não de teoria apenas. Os Gálatas experimentaram o poder
o
Espírito Santo de
maneira concreta em suas vidas, por isso, podiam entender a exortação
de
Paulo. E a
exortação não é para os Gálatas somente. É para cada um de nós, nos
dias de hoje. Fomos
criados para ter, em nossas vidas, essa mesma experiência de poder que
os Gálatas tiveram. Mas
parece que, por falta de prática da Palavra, o que muitos conseguiram
até agora foi apenas ter dificuldade
em entender a gravidade do que está sendo alertado por Paulo.
Novamente é ressaltado,
desta vez, aos Tessalonicenses, que temos
dentro de nós um tesouro, mas que podemos passar a vida inteira sem
usufruir dele. Isso por não sabermos da grandeza do que possuimos e como utilizá-lo. Veja
o que diz o apóstolo:
É possível termos, dentro
de nós, o Espírito Santo, e nunca seguirmos as suas orientações. É
possível vivermos a nossa vida inteira com Deus habitando em nós e
não conseguirmos fazer com que isso tenha conseqüências reais em nossas
vidas. Falaremos disso mais adiante.
Ninguém foi chamado
para cumprir lei alguma. Jesus cumpriu a lei por nós. Fomos
chamados para andar na lei da liberdade em Cristo e não nas obras da
lei de Moisés. Nessa nova aliança,
não existem normas nem ordenanças. Não existem cerimônias e nem culto
às coisas naturais. Deus não precisa de dízimos (dinheiro). Nunca
precisou. E não
existe isso de 'estar apenas devolvendo a Deus o que Ele te deu'.
'Dízimo', da forma como é praticado hoje, é uma expressão de avareza do
ser humano. Deus não pediu que nós 'devolvêssemos' nada quando nos
salvou. Quando nós escolhemos a salvação de Cristo,
para a qual fomos criados,
nos tornamos inteiramente dEle
(mesmo que muitos ainda insistam em
viver suas vidas, em parte, com Deus e em parte alheias a Deus.
Insistem
em ter duas vidas distintas: 'vida secular' e 'vida da igreja'. E ainda
chamam isso de vida 'equilibrada'.).
Ele deu o seu único filho por nós. De onde foi que tiraram essa idéia
de que
ele quer uma parte das bênçãos de volta? Da antiga aliança! Aquele que
deu o seu único
Filho por nós, porventura não nos
dará gratuitamente todas as coisas? Ou será que devemos
'devolver' 10% para Ele?
O que eu quero dizer com
isso? Que o dízimo era uma ordenança da lei. Mas você vai me perguntar:
'E o que diz o profeta Malaquias afinal?'
"Trazei todos os dízimos à casa do tesouro,
para que haja mantimento na minha casa, e depois fazei prova de mim
nisto, diz o Senhor dos Exércitos, se eu não vos abrir as janelas do
céu, e não derramar sobre vós uma bênção tal até que não haja lugar
suficiente para a recolherdes." - Malaquias 3:10.
Vamos entender algumas
coisas. "Trazei todos os dízimos à casa do tesouro, para que haja
mantimento na minha casa (...)".
O que é a 'casa do tesouro'? Não é o mesmo lugar que
Ele chama de 'minha casa', onde Ele habita? Agora veja:
"Mas o
Altíssimo não habita em templos
feitos por
mãos de homens (...)" - Atos 7:48.
"(Jesus Cristo) No qual também vós juntamente sois edificados para habitação de Deus,
no Espírito" - Efésios 2:22.
Se devemos levar o 'dízimo'
a algum lugar, com certeza não é à igreja. Deus habita em nós, como
podemos observar nos versículos acima. Nós somos a 'casa do tesouro'.
Então, esse 'dízimo', do qual fala Malaquias, deve ser entregue, por nós, para nós mesmos, para o nosso
espírito, de alguma forma. É
sempre bom lembrar que a lei é espiritual, não natural.
E para quê servem os
'dízimos', citados pelo profeta? "(...) para
que haja mantimento na minha casa (...)". Para que haja
mantimento, algo que nos sustente, em nós mesmos. E o que é que nos
sustenta? Lembram-se do
que Jesus falou?
"(...) Eu
sou o pão da vida (...)" - João
6:35.
Será que dá para entender que o nosso alimento (mantimento, sustento), o nosso pão, é Jesus? E quem é Jesus? Vimos, no início, que Jesus é o Verbo Vivo, ou seja, a Palavra, que existe desde antes da fundação do mundo, por meio de quem foram criadas todas as coisas. Quando Jesus diz "Eu sou o pão da vida", Ele TAMBÉM está dizendo 'a Palavra é o que sustenta a Vida'. E isso é novamente confirmado quando Ele diz:
O 'dízimo', aquilo que sustenta (o
mantimento) a
casa de Deus, que somos nós, é Jesus, a Palavra. E a conseqüência disso
é que "viverá o homem".
Poderíamos ler a
primeira parte do versículo de Malaquias da seguinte forma: Trazei toda a Palavra para dentro de vós
(para o espírito), para que tenham Vida.
Orando no Espírito
Em Efésios 6:18, aprendemos que devemos
tomar
a "espada do Espírito, que é a
Palavra de
Deus, com toda oração e súplica (como?)
orando todo o tempo no
Espírito". Observe a forma correta de se tomar a Palavra,
a
espada do Espírito: "(...)
orando todo o tempo no Espírito".
Isto é, quem
traz a Palavra para dentro de
nós de maneira eficaz, quem torna Vivas as palavras que estão
registradas na Bíblia, é o
Espírito Santo, através da oração em
línguas. Muitas pessoas perdem um tempo
precisoso estudando exaustivamente a Palavra de Deus. Então formam-se
teóglogos, pastores, bispos etc... que nunca sequer utilizaram a
oração no Espírito, que, segundo
o que está escrito é a forma correta de se tomar a Palavra. Em outras
palavras, apagam o Espírito Santo. Possuem tanto poder dentro de si e,
no entanto, não têm nenhuma ação para que esse poder saia de dentro
delas e seja utilizado em favor delas mesmas, para sua própria
edificação. Ficam horas fazendo exercícios mentais, um completo enfado.
Isso também é uma obra da carne, obra vã. Desprezaram aquilo que é
servido na mesa do Senhor, a oração no Espírito, a oração perfeita que
Deus nos deixou e "inculcando-se por
sábios, tornaram-se loucos (...) e honraram e serviram mais a criatura do
que o Criador (...)" (Romanos 1:22).
Sei que alguns vão dizer: 'Ah, mas orar
no
Espírito não é orar em línguas. Eu oro no Espírito quando fico
quietinho, em silêncio, falando com Deus. Isso que é orar no Espírito'.
Cuidado com o engano. É preciso examinar
o
que diz a Palavra, sempre. Sei o que parece a expressão 'Orar no
Espírito', porque isso também me incomodou durante algum tempo, quando
comecei a orar em línguas. É preciso examinar isso na Palavra, porque
Ela é quem está apta para discernir (julgar, segundo Deus) aquilo que
eu acho (alma), daquilo que é realmente a Verdade (Espírito). Veja o
que está escrito em 1 Coríntios:
"(...) o que fala em línguas (...) em espírito fala (...)" - 1 Coríntios 14:2.
"(...) se
eu orar em línguas, o meu espírito ora (...)" - 1 Coríntios
14:14.
Vamos examinar isso mais de perto: quem
fala
em
línguas, fala em
espírito. Logo, orar em espírito significa orar em línguas. Quando você
ora em silêncio, sem pronunciar palavras, você está orando EM PENSAMENTO. Orar em pensamento
não é orar em
espírito. Orar em espírito, ou orar no Espírito Santo, é orar com a
linguagem que Ele nos dá, que ninguém entende, é orar em línguas. E
Paulo nos diz que devemos fazer isso todo o tempo:
"Orando
em
todo o tempo no Espírito (...)" -
Efésios 6:18.
O Resultado
Sei que até agora tudo é novo e
fantástico.
Mas não pára por aí. Deus é muito criativo e sempre tem algo novo para
nós. O que considero
fantástico é a promessa dEle, logo a seguir, na continuação do
versículo de Malaquias 3:10, que anula a nossa incredulidade, que prova
que quem responde
pela Palavra, para que ela se cumpra, é realmente (e unicamente) Deus: "e depois fazei prova de mim
nisto, diz o Senhor dos Exércitos, se eu não vos abrir as janelas do
céu, e não derramar sobre vós uma bênção tal até que não haja lugar
suficiente para a recolherdes".
O que Deus está dizendo é
que, se nós conseguirmos implantar a Palavra em nosso espírito (por
meio da meditação, da oração em línguas, do louvor e da adoração), não
precisaremos nos preocupar
porque, certamente, e isso é uma lei espiritual, Ele derramará bênçãos
sobre nós. E bênçãos tais que não teremos lugar suficiente para
guardar. Bênçãos tais "(...) que não
crereis, se alguém vô-la contar" (Atos 13:41). Jesus disse
exatamente isso, em
outras palavras. Ele disse que quando buscarmos (da maneira correta e
eficaz) o reino de Deus, "(...) todas
as coisas vos
serão acrescentadas" (Mateus 6:33).
Sabemos que as promessas
de Deus em Jesus são incríveis. Davi nos fala de algumas delas no salmo
103:
Tudo isso foi feito em
Jesus. Por meio dEle, somos perdoados de tudo, sarados de toda
enfermidade, redimidos (feitos como no princípio do mundo, como se
nunca tivéssemos pecado), coroados (recebemos autoridade sobre todas as
coisas, vinda de Deus) e supridos. Tudo por causa da obra de Jesus.
Como disse o profeta:
Assim, podemos ter uma
idéia do que foi que Jesus fez por nós. Eu disse 'ter uma idéia' porque
só viveremos, de fato, nessas promessas, quando nos dedicarmos à
praticar
a Palavra, a trazer a Palavra para dentro de nós, conforme nos foi
instruídos por Deus.
Já passei uma parte da
minha vida pensando: 'por que foi que Deus não respondeu minha oração
sobre
tal assunto, tão de acordo com a Palavra dEle?' Com o tempo eu
vim
a perceber que era porque eu apenas 'tinha uma idéia' do que
significava o
sacrifício de Jesus. Eu não conseguia VIVER naquilo que Jesus tinha
para
mim. Foi então que o Espírito Santo me mostrou que eu não deveria ter
pressa. E ainda me mostrou como é que Ele faria
para trazer a Palavra para dentro de mim:
Não se vive Deus num
instante. Deus é eterno e nosso relacionamento com Ele é eterno. O seu
ensino é eterno. Por viver 'instantes de Deus' é que existe muita gente
mergulhada em sofrimentos sem fim. Jesus nos deu uma Vida para ser
vivida o tempo todo e não apenas quando estamos reunidos na igreja ou
em algum outro lugar. E também não só quando estamos a sós no nosso
quarto. Nesse tempo a sós, nós trazemos a Palavra para dentro de nós
para que possamos vivê-la o tempo todo.
E vivendo o tempo todo
com Deus, aos poucos, meditando na Palavra que o Espírito nos ensina,
orando em línguas, louvando e adorando a Deus, Ele vai trazendo a
Palavra para dentro de nós... aos poucos... de fé em fé. Jesus, numa
das
vezes que ensinou a respeito do Reino de Deus (a Vida que Ele
conquistou para nós, aqui na terra), disse:
Observe que o homem da
parábola não faz nenhum esforço para que a semente cresça. Ela vai
crescendo "de noite e de dia (...) sem ele saber como". Da mesma
forma, o reino de Deus vai crescendo dentro de nós, de noite e de dia,
sem que tenhamos nenhuma manifestação na alma, ou seja, nenhuma emoção,
ou 'calor', ou outras coisas místicas. Os dias vão passando, vamos
orando em línguas, passando tempo a sós com Deus, e o
Espírito vai nos instruindo, trazendo a Palavra para dentro de nós,
preceito sobre preceito... e um dia aquele problema que tanto nos
incomodou, não nos incomoda mais... aquele vício que nos dominava,
simplesmente não nos domina
mais. Isso é viver na liberdade com que Cristo nos libertou.
Quando ouço as pessoas
dizerem que estão 'esperando em Deus' por alguma coisa, fico pensando:
'Será que ela sabe COMO esperar em Deus?'. A impressão que eu tenho é
que a maioria das pessoas não saberia o que me responder se eu
perguntasse: 'como é que se espera em Deus? o que você faz?'. Pois
'espera-se em Deus' da seguinte forma: feche a porta do quarto, todos
os dias durante, digamos uma ou duas horas. Nesse tempo, fique lá
dentro, quietinho, orando em línguas, louvando e adorando a Deus e
meditando a Palavra. Assim é que se espera em Deus.
Umas das coisas
maravilhosas do Evangelho é que ele não depende de nossa capacidade
intelectual ou de nossa 'sensibilidade' (alma) às coisas do Espírito.
Os
resultados aparecem se nós apenas obedecermos o que Deus diz quanto à
prática da Palavra: orando todo o tempo no Espírito, louvando,
adorando, jejuando e meditando aquilo que o Espírito nos mostra. Mesmo
que eu nunca, em toda minha vida, tenha sido ensinado como ouvir a voz
de Deus, o Espírito me ensinará, aos poucos, como disse Isaías:
Esses versículos mostram
a importância da oração em línguas para que a Palavra de Deus possa
produzir os resultados necessários em nossas vidas. Das práticas que
foram deixadas para nós, todas elas importantes, talvez a mais eficaz,
e que nos leva a desenvolver todas as outras, é a oração em línguas.
Orando em línguas, o Espírito irá nos levar ao louvor, à adoração, à
meditação, a jejuns... enfim, irá trazer a Palavra para dentro de nós,
na prática, com resultados efetivos.
O profeta nos diz
exatamente qual será o resultado de orar em línguas: o Espírito Santo
nos mostrará como é o descanso e o alívio que Deus preparou para nós.
Ao orarmos em línguas estranhas, Deus nos mostrará, na prática, como
viver "a paz de Cristo que excede
todo entendimento" (Efésios 3:19).
Observo que a grande
maioria das pessoas vivem cansadas. Cansadas por se esconder da
violência das ruas, cansadas por cobranças no trabalho, cansadas pelas
cobranças da família, cansadas por não conseguirem prover o mínimo
necessário para as suas famílias, cansadas por serem escravas de vícios
(hábitos lascivos, álcool, cigarro, entorpecentes), cansadas de terem
que se
vender para conseguir o que comer e onde dormir, cansadas pela solidão
em que se encontram, cansadas de enfrentar enfermidades que parecem não
ter fim, cansadas pela frustração de não realizarem seus sonhos e,
principalmente, cansadas por não conseguirem mudar a si mesmas (que
seria a solução de toda a situação problemática em que que encontram).
É importante notarmos que
o ser humano não consegue se libertar dessas coisas facilmente. Algumas
pessoas conseguem até controlá-las, às custas de muito esforço e
auto-disciplina, e acabam se tornando sentinelas de si mesmas 24h por
dia, vigiando seu próprio comportamento, com medo de voltar à fraqueza
a qualquer momento. Mesmo que esse tipo de condição, de 'liberdade
vigiada', seja melhor que a condição em que se encontravam, isso não é
o descanso de Deus. Não é paz. Quando Deus disse "esse é o descanso", Ele não estava
brincando. É interessante que Jesus tenha dito "Vinde a mim, todos os que estais cansados
e sobrecarregados, e eu vos aliviarei" (Mateus 11:28). "Vinde a mim", para quê? Para que
Jesus nos alivie, mostrando-nos, na prática, o descanso dEle, a paz
dEle.
Quando oramos em línguas,
o Espírito Santo traz a Palavra para dentro de nós, de maneira que ela
promova mudanças. E são essas mudanças que irão nos proporcionar a paz.
É crendo na Palavra e discernindo, corretamente, qual é a vontade de
Deus, que temos paz. Por exemplo, se o serviço de meteorologia tivesse
100% de eficácia e, durante uma chuva, ele divulgasse que, dentro de 15
minutos, o dia passaria a ser ensolarado, você não sairia sem
guarda-chuva? Mesmo estando chovendo no momento? Pois o Espírito nos
leva a crer na Palavra desta forma. Descansamos porque cremos na
Palavra. Passamos a não nos importar se vem sobre nós uma grande
opressão, ou falta de paz, porque sabemos, por exemplo que está
escrito: "A minha paz vos dou"
(João 14:27). Então declaramos (dizemos) essa verdade e conseguimos
descansar, porque o Espírito edificou a nossa fé a ponto de crermos no
que Deus diz.
É de suma importância que
atentemos ao fato de que, até agora, apenas tudo o que foi dito até
aqui é promessa de Deus. Nada foi conseguido com nosso esforço próprio.
Nada fizemos para merecê-lo. Deus nos deu a salvação por Jesus Cristo e
faz parte dessa salvação, instrumentos que eliminem a nossa
condição interior deformada e desenvolvam, em nós, a nossa nova
condição em Cristo Jesus. Recebemos, de graça, uma nova condição. É
preciso viver essa nova condição e isso não se consegue 'fazendo
coisas' moralmente boas. Consegue-se viver essa nova condição, deixando
Deus conduzir em nós as mudanças necessárias. Não é pagando dízimos, ou
circuncidando as crianças ao oitavo dia, ou sacrificando um cordeiro de
vez em quando que conseguimos que a Palavra produza resultados reais em
nossas vidas.
Alguém pode dizer: 'Mas
Jesus não disse que deveríamos dizimar, em Mateus 23:23?'
Vejamos:
Sim, Jesus está dizendo
para os fariseus, homens que viviam no regime da lei, que deviam pagar o dízimo assim como fazer
todas as coisas que estão na lei. Isso porque eles
viviam no regime da lei de Moisés!!! Justamente por isso, deviam
cumprir toda a lei. Nós não vivemos no regime da lei
de Moisés. E mais, esta ordem de Jesus vale até
hoje, para todos aqueles que querem viver no regime da lei de Moisés.
Jesus está falando exatamente a mesma coisa que Paulo disse aos
Gálatas: "E de novo
protesto a todo o homem, que se deixa circuncidar, que está obrigado a
guardar toda a lei." (Gálatas 5:3).
"(...) o Espírito da Verdade (...) não falará de si mesmo, mas dirá tudo o que tiver ouvido, e vos anunciará o que há de vir" - João 16:13.
E não podia
ser diferente, porque o mestre mesmo nos disse que quando o Espírito
viesse, Ele falaria de tudo o que tivesse ouvido. Esse mesmo Espírito
veio, e habitou em Paulo. E habita hoje dentro de qualquer pessoa que o
peça a Deus:
"Pois se vós, sendo maus, sabeis dar boas dádivas aos vossos filhos, quanto mais dará o Pai celestial o Espírito Santo àqueles que lho pedirem" - Lucas 11:13.
E por que Deus dá esse
Espírito "àqueles
que lho pedirem"? Porque "isto é bom e agradável diante de
Deus nosso Salvador, que deseja que todos os homens se salvem e venham
ao conhecimento da Verdade" (1 Timóteo 2:3,4).
Uma das responsabilidades
que sempre pesou sobre mim, na minha vida cristã, foi a de que a
Palavra se concretizasse onde quer que eu estivesse. Essa
responsabilidade era quase uma opressão. Eu imaginava que seria pelo
meu
esforço e auto-disciplina que eu edificaria a minha fé, a ponto de a
Palavra se tornar Vida. E então, onde eu estivesse, os enfermos seriam
curados, as pessoas teriam paz etc. Tudo porque eu, supostamente, teria
me
esforçado e estudado bastante a Palavra, para transmitir Deus para as
pessoas. E nem preciso comentar qual era o sentimento de incapacidade e
frustração comigo mesmo quando nada disso acontecia. Mas esse
versículo de Malaquias me diz que essa responsabilidade não é minha.
Deus está dizendo, ali, que se a primeira parte do versículo (Trazer a
Palavra para dentro de mim) for
cumprida, a segunda (o derramamento das bênçãos) será, com certeza,
cumprida, porque é uma promessa de Deus e sabemos que Ele zela pela
Palavra dEle.
Observe um pouco mais
atentamente a
segunda parte de Malaquias 3:10: "(...) até que
não haja lugar
suficiente para a recolherdes".
Ele diz que não haverá lugar suficiente, para recolher a bênção que Ele
há de derramar. Não haverá lugar... nesse momento, veio ao meu
espírito, uma imagem
de um copo onde as bênçãos estão sendo derramadas. Mas o copo se encheu
e você pode imaginar o que aconteceu... começou a transbordar. Deus não
prometeu somente que nos abençoaria. Prometeu que nos abençoaria tanto
que não teríamos onde guardar as bênçãos. Nós somos como um copo vazio,
que Deus
começa a encher. E seguimos orando em línguas e Deus vai nos enchendo,
preceito sobre preceito, preceito e mais preceito. Até que chegamos a
um ponto onde nos tornamos um copo cheio. Mas Deus não pára de nos
encher. É quando começamos a transbordar. O motivo pelo qual muitas
vezes não vemos a glória de Deus fluir através de nós é porque ainda
não temos o suficiente de Deus nem para nós mesmos. Mas não há motivos
para preocupações. A promessa de Deus é que isso irá acontecer. Basta
que continuemos praticando a Palavra. Veja o que Jesus disse à mulher
de Samaria:
Jesus disse que quem crer
como diz a Escritura... será um canal de Deus aqui na terra. Mas temos
que crer como diz a Escritura. A Escritura fala de todos os benefícios
prometidos a Davi. Fala das práticas do evangelho. Temos que crer dessa
forma. E a forma de crermos é vivermos. Termos fé com obras (atitude,
comportamento), ou seja, crermos e agirmos de acordo com o que cremos.
Mas tenha muito cuidado com aquilo que você julga crer. A fé, genuína,
produz resultados. A esperança, que muitos de nós confundimos, várias vezes, com fé, não produz
resultado algum.
A fé que produz resultado
é baseada nas práticas que possibilitam ao Espírito revelar a Palavra
de Deus em nosso íntimo. De nada adianta alguém me ensinar que Deus me
sustenta, se o Espírito não criar, em mim, a condição para eu crer
nisso. Eu posso até entender o que a pessoa disse e posso até concordar
com ela, com base no que está registrado na Bíblia. Mas isso de nada me
servirá se eu não deixar o Espírito implantar a Palavra da Verdade em
mim. Ele é a
única pessoa, designada por Deus, para me ensinar a Palavra. Os homens
podem me despertar para a Palavra, mas somente o Espírito pode me
ensinar, de forma que eu possa aplicá-lA para sair dos problemas em que
me encontro. Isso é se encher das bênçãos de Deus.
Outro aspecto que
percebi, enquanto Deus me ensinava o que escrever neste texto, é que o
registro da Palavra de
Deus, a Bíblia, foi deixado para cada um de nós, individualmente, não
coletivamente. Creia que tudo o que está escrito para nosso ensino
poderia começar com algo como 'Juliano...' ou 'Adriana...'.
Por exemplo, quando eu
leio Malaquias 3:10, após o Espírito me ensinar um pouco a respeito
dele, eu o ouço ensinando, dentro de mim: Juliano, medite na Palavra e ore em
línguas, para que Ela seja
vivificada em seu espírito, para que você tenha Vida, e, depois, quando
essa
bênção não couber mais em você, observe como fluirá, através de você,
para outras pessoas.
Não adianta achar que
Palavra que Deus nos fala, nos nossos momentos a sós, é para outra
pessoa. Temos a mania de pensar: 'Isso aqui
cai como uma luva para fulano'. Não! Quando eu medito na Palavra,
aquilo que Deus me fala é exatamente para mim. Eu é quem preciso saber
daquilo. Mesmo que eu, segundo, meu julgamento, não ache que aquilo
seja necessário para mim. Mas Deus sabe todas as coisas, inclusive
coisas sobre mim que eu mesmo me recuso a aceitar. Posso até
compartilhar com os outros uma coisa que Deus me ensinou. E pode até
ser que Ele queira ensinar aquela pessoa também, a respeito daquele
assunto. Mas, naqueles momentos a sós, em que Ele me revelou a Palavra
dEle, era eu quem precisava daquela revelação.
Deus não tem um discurso
pronto, como acontece muitas vezes nos púlpitos das igrejas. Ele sabe o
que dizer, qual é a minha necessidade imediata, o que é exatamente que
eu preciso ouvir em cada momento, para a minha edificação (individual)
no Corpo de Cristo. Se tudo correr bem e eu aceitar a instrução do
Espírito, serei uma boa junta, que auxilia no bom funcionamento da
Igreja de Cristo na Terra.
Para terminar, alguém
pode dizer: 'mas... lá na minha igreja, como é que vamos pagar as
contas de luz, telefone, casa para o pastor etc, se não cobrarmos os
dízimos?'
De quem é a obra? Nossa,
ou de Deus? Se é nossa, nós temos que pagar todas as contas. Quando
Jonas resolveu agir por conta própria e fugiu para Tarsis, para não
fazer aquilo que Deus tinha ordenado a ele, observe o que aconteceu:
Jonas havia tomado uma decisão por conta própria. Resolveu não seguir a orientação de Deus. Assim sendo, ele "pagou a sua passagem". Não espere que Deus pague as contas de decisões que você toma sem a orientação dEle. Quando seguimos a orientação de Deus, nada nos falta. Observe:
Se precisamos pedir
alguma coisa a homens, para nós mesmos, é porque estamos agindo por
conta própria. Quando Deus manda alguém fazer alguma coisa, Ele mesmo
paga todas as contas. Claro que pode ser ser através das pessoas. Mas
não através da imposição de dízimos. Jesus não impôs dízimos a ninguém.
Quando as pessoas são usadas por Deus para abençoar as outras
financeiramente, esse desejo de participar vem do Espírito, não da
alma, não para receber algo em troca (uma recompensa material).
Simplesmente a pessoa contribui, com toda liberalidade (liberalidade é
agir por
decisão própria, não coagida por alguma norma ou pessoa), e sente-se
gratificada e completamente realizada apenas pelo fato de poder
contribuir. E isso pode acontecer muitas vezes, todos os dias, como
pode acontecer uma vez em vários anos. Tudo depende do coração de cada
um e da orientação do Espírito. Mas pode ter certeza: Nunca faltará
nada para aqueles que andam segundo a orientação de Deus.
Todas as coisas vêm de
Deus e são para a glória dEle. Ele nos deu Vida
quando estávamos mortos. Somos dEle. Essa é a nossa oferta aceitável ao
Senhor.